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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Curso para cuidadores de idosos


Associação Reciclázaro e OLHE abrem turma no Parque São Domingos - aulas começam 18/06 e inscrições estão abertas


A Associação Reciclázaro promove, a partir de 18 de junho, um curso para formação de cuidadores de idosos. Realizado em parceria com o Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE) e apoio da empresa Support/Danone, o curso integra o programa Cuidar é Viver e tem como público-alvo pessoas acima de 18 anos, com, no mínimo, ensino fundamental completo.
As aulas – práticas e teóricas – tratarão dos diversos aspectos do envelhecimento, como mitos e preconceitos, questões éticas, sociais, médicas e nutricionais.
Aos alunos será oferecido ainda suporte psicológico para enfrentar os aspectos mais complexos do acompanhamento à pessoa idosa. Integram também a carga horária discussões sobre questões trabalhistas e apoio jurídico. Ao final, será criado um banco de dados com o cadastro das pessoas formadas, para posterior encaminhamento a postos de trabalho.
Este é o segundo curso promovido pela Reciclázaro. “Houve muita procura na primeira turma”, diz Ingrid Mazeto, presidente do OLHE. Segundo ela, há uma demanda crescente pela contratação de cuidadores de idosos, especialmente nos centros urbanos.  “Isso faz com que cresça a necessidade de formar profissionais capacitados para ocupar a função, um das mais requisitadas atualmente, por conta do envelhecimento da população.”
Segundo dados do último Censo do IBGE, há hoje 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade vivendo no país. Isso corresponde a 8,6% da população total. Apenas na capital paulista há 1,3 milhão de idosos – o equivalente a 11,8% da população, sendo que 12,20% desses apresentam algum tipo de fragilidade.

Curso de Formação de Cuidadores de Idosos
Carga horária: 92 horas (divididas em 23 encontros)
Início: 18 de junho de 2012
Horário: Segundas e terças-feiras, das 18 às 21h45.
Local: Paróquia São Domingos, Sávio – Rua Tomás Lopes Ferreira, 131 – Parque São Domingos, São Paulo (SP).
Público-alvo: Homens e mulheres com mais de 18 anos de idade, com no mínimo curso fundamental completo. Serão aceitas pessoas com experiência na área ou em início de carreira.
Certificados: Emitidos pelo OLHE
Informações e inscrições: (11) 2081-3673 / 4661-1056
Investimento: Máximo de 300 reais. Existe a possibilidade de bolsa para alguns casos, a ser oferecida pela paróquia.


Sobre a ONG OLHE
O OLHE foi criado em 2006 por um grupo multidisciplinar de profissionais, buscando ser uma referência de vanguarda como agente de transformação que estimule e sustente um envelhecer com futuro.  A ONG atua por meio de quatro áreas: informação, intervenção, pesquisa e formação. Já recebeu alguns prêmios por sua atuação.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Câncer

Uma equipe de especialistas americanos dirigida por Sandra Ryeom, do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, descobriu que as pessoas que nascem com a síndrome de Down, causada pela trissomia do cromossomo 21, têm duas cópias de um gene que parece proteger do câncer.

O câncer sólido é o aumento anormal do número de células em órgãos sólidos, como o seio ou a próstata, em oposição à leucemia, que afeta o sangue e a medula óssea.

Os pesquisadores descobriram que esse duplo gene, chamado DSCR1 e encontrado no cromossomo 21, desacelera o crescimento dos tumores em uma espécie de rato.

O DSCR1 parece trabalhar em conjunção com outro gene do cromossomo 21, o DYRK1A, interferindo no processo de sinalização da enzima calcineurina, que permite aos tumores desenvolver sua própria vascularização.

Segundo a "Nature", a descoberta abre novas possibilidades de tratamento para reduzir ainda mais a frequência dos cânceres sólidos nos portadores de síndrome de Down, e aponta a atividade da calcineurina como uma possível via de intervenção terapêutica.

Fonte: EFE

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Hipocondríacos


O receio de uma epidemia de gripe suína tem consumido energia de quem se preocupa com a saúde, ainda que os especialistas reiterem que não há motivo para entrar em pânico. Mas uma parcela da população certamente já começou a sofrer sintomas mais intensos de ansiedade devido ao atual cenário: os hipocondríacos.

Estudos indicam que 4% a 7% das pessoas que buscam auxílio médico, de um modo geral, sofrem de hipocondria, uma doença crônica e debilitante que já foi bem caracterizada no cinema por Woody Allen no filme "Hannah e suas irmãs", entre outros. O próprio ator já admitiu a preocupação exagerada em contrair doenças.

Os hipocondríacos interpretam sensações fisiológicas habituais ou pequenas variações normais do corpo como um sintoma de um mal que está por vir. O quadro pode se desenvolver ao longo da vida, mas no início da idade adulta é melhor identificável. Mulheres e homens são igualmente acometidos pelo distúrbio e não há como preveni-lo.

Segundo o psiquiatra Brian Fallon, professor de Psiquiatria Clínica da Universidade Columbia de Nova York (EUA), as causas da hipocondria são variadas porque ela é uma patologia cuja natureza é heterogênea. Entretanto, explica o especialista, "algumas vezes o distúrbio se desenvolve em decorrência de um estresse psicológico e, em outros casos, pode ser desencadeado por algum problema neuroquímico".

Confira a íntegra dessa matéria no site da Gazetaweb - http://gazetaweb.globo.com

Fonte: Gazetaweb/UOL

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Autismo


Estudos que envolveram cientistas de 30 instituições de pesquisa nos Estados Unidos acabam de dar uma importante contribuição ao conhecimento sobre o autismo, desordem que afeta a capacidade de comunicação e de estabelecer relacionamentos, ao identificar fatores genéticos que afetam o risco de manifestação do problema.

Segundo as pesquisas, tais variantes genéticas são comuns em pessoas com autismo. Essa é a primeira vez em que se identificou uma relação direta entre o código genético humano e a desordem.

O principal estudo, que envolveu mais de 10 mil pessoas, incluindo portadores da desordem, familiares e outros voluntários, em diversos estados do país, foi coordenado por Hakon Hakonarson, professor da Universidade da Pensilvânia e diretor do Centro de Genômica Aplicada do Hospital Infantil da Filadélfia.

Os resultados estão em artigo publicado nesta terça-feira (28/4) no site da revista Nature e destacam a importância de genes que estão envolvidos na formação e manutenção de conexões entre células cerebrais.

O estudo se baseou em polimorfismos de nucleotídeos únicos, responsáveis pela maior parte das variações genômicas na sequência do DNA. Entre as variantes genéticas identificadas, está uma que se mostrou altamente comum em crianças autistas.

Em seguida, ao analisar a atividade do gene – chamado de CDH10 – no cérebro em fetos, descobriram que ele tinha maior atividade justamente nas regiões ligadas à linguagem e aos relacionamentos sociais.

O trabalho indica que o CDH10 tem papel fundamental no desenvolvimento cerebral e pode contribuir para o risco de autismo. “Enquanto essa variante genética é comum na população em geral, descobrimos que ela ocorre cerca de 20% mais frequentemente em crianças com autismo. Uma mudança importante como essa no código genético é muito mais do que uma simples mutação. Trata-se de um fator de risco para a origem da doença”, disse Daniel Geschwind, diretor do Centro para Tratamento e Pesquisa em Autismo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), um dos autores da pesquisa principal.

O grupo da UCLA analisou o DNA de 3,1 mil crianças com autismo em 780 famílias – cada família tinha pelo menos duas crianças com o problema. O processo relacionou a desordem com uma região específica do cromossomo 5.

Uma nova análise, dessa vez com 1,2 mil portadores e 6,5 mil pessoas no grupo controle, foi feita pela equipe de Hakonarson. Os pesquisadores avaliaram a relação entre mais de meio milhão de variantes genéticas com o autismo e identificaram seis alterações que ocorriam mais frequentemente em crianças autistas do que nos indivíduos saudáveis. As variações estavam no cromossomo 5 entre os genes CDH9 e CDH10.

Na sequência do estudo, o grupo na UCLA verificou a presença dos dois genes no cérebro humano em desenvolvimento. Enquanto a presença do CDH9 foi pequena, o CDH10 se mostrou especialmente presente e ativo no córtex frontal, região crítica para a linguagem, comportamento social e raciocínios complexos como os envolvidos no processo de julgamento.

“Trata-se de uma descoberta marcante. Não é coincidência que um gene ligado ao autismo apareça em alta concentração em regiões do cérebro que regulam a fala e a interpretação social. Nossa pesquisa sugere que o CDH10 é acionado em um estágio muito inicial e tem um papel importante no desenvolvimento do cérebro. Sua atividade pré-natal torna o indivíduo mais suscetível ao autismo”, disse Geschwind.

A descoberta dos genes reforça estudos recentes que apontaram que crianças com transtornos do espectro autista (como o próprio autismo ou a síndrome de Asperger) podem ter conectividade reduzida entre neurônios e com pesquisas que verificaram desenvolvimento anormal nos lobos frontais do cérebro em pacientes com autismo.

“Nossos resultados, quando somados com estudos anatômicos e de imagens de ressonância magnética funcional, sugerem que os transtornos do espectro autista possam ser um problema de desconexão neural”, disse Hakonarson.

O artigo Common genetic variants on 5p14.1 associate with autism spectrum disorders, de Hakon Hakonarson e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Diabetes


Iniciado em 2003, um tratamento inovador para pacientes de diabetes tipo 1 – baseado em altas doses de quimioterapia e no transplante de células-tronco extraídas de seus próprios organismos – apresentou resultados promissores em abril de 2007. De um grupo de 15 pessoas, 14 foram dispensados das altas doses diárias de insulina, pois seus organismos voltaram a produzir a substância.

Dois anos depois, a mesma equipe de pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP –, coordenada pelo médico Julio Voltarelli, volta a mostrar resultados importantes.

Com um acompanhamento mais prolongado, o novo estudo, publicado também no Journal of the American Medical Association (Jama), revela que a maioria dos pacientes permanece independente da insulina, com bom controle glicêmico. Além disso, aqueles que precisaram voltar a injetar a substância tomam doses bem mais baixas.

“Aumentamos o seguimento e mostramos que, apesar de verificar recaída em um número de pacientes, a produção endógena de insulina aumenta tanto no grupo que recai como naquele que se torna independente das injeções”, disse Voltarelli à Agência FAPESP.

O diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes juvenil ou insulino-dependente, atinge cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil. Segundo Voltarelli, apesar de corresponder a, no máximo, 10% dos casos da doença, é justamente o tipo mais grave, principalmente para crianças.

Os estudos foram realizados com pacientes em estágio inicial da doença, até seis semanas após o diagnóstico. O grupo de 15 pacientes estudado em 2007 foi aumentado para 23. O acompanhamento total dos voluntários, que têm entre 13 e 31 anos de idade, foi feito de novembro de 2003 a abril de 2008. A média de acompanhamento, desta vez, é de 30 meses.

Leia a íntegra dessa reportagem no site da Agência Fapesp (www.agencia.fapesp.br)

Fonte: Agência Fapesp

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Alzheimer


Em 2008, 56.827 pessoas foram atendidas nos serviços conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo para evitar ou retardar os sintomas causados pelo mal de Alzheimer.

Desse total, de acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, 64% eram mulheres. A idade média das pacientes em busca de atendimento foi de 76 anos, sendo que 24% delas são das classes A e B, ou seja, com renda acima de 20 salários mínimos.

Já entre os homens que procuram atendimento contra a doença, a idade média foi de 75 anos: são 20.403 pacientes predominantemente das classes C e D, sendo que os mais ricos, inseridos nas classes A e B, já representam 22% do total de atendimentos nos hospitais e clínicas do Estado.

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa caracterizada pela diminuição da memória e por dificuldades no raciocínio. Com base nesses e outros dados sobre a doença, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo possui serviços de orientação junto a cuidadores de pessoas com a doença.

O objetivo dessas iniciativas, que funcionam por meio de encontros periódicos no Complexo Hospitalar Padre Bento, em Guarulhos, e no Centro de Referência do Idoso da Zona Norte, na capital paulista, é dar suporte àqueles que cuidam dos portadores da doença em casa.

O trabalho ocorre em parceria com profissionais da Associação Brasileira de Alzheimer. Mais informações no serviço social do Complexo Hospitalar Padre Bento pelo telefone (11) 6468-0966, ramal 244, ou no Centro de Referência do Idoso da Zona Norte pelo telefone (11) 2972-9200

Fonte - Agência FAPESP

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Autismo


Um grupo de ao menos 300 crianças e adolescentes autistas - que faz tratamento no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo- está participando de uma terapia experimental com cães em um projeto pioneiro realizado em parceria com a ONG Inataa (Instituto de Ações e Terapias Assistidas por Cães).

Segundo Estevão Vadasz, psiquiatra e coordenador do Projeto de Autismo do instituto, a terapia complementar com cães já é usada com sucesso no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa, por isso o instituto resolveu testar os benefícios aqui no país.

O autismo atinge cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil e é um transtorno que provoca um distúrbio comportamental. Os principais sintomas apresentados são problemas de comunicação e linguagem, dificuldades de socialização e comportamentos repetitivos.

O objetivo da terapia com os cães é estimular e facilitar o relacionamento e a comunicação dos autistas com as pessoas em geral, com a família e com os cuidadores. A técnica está sendo testada no HC desde novembro do ano passado e, segundo Vadasz, os primeiros resultados observados são bastante animadores.

"Temos um paciente de cinco anos que gostou tanto de interagir com os cachorros que quer vir brincar toda semana. Um outro paciente tinha pavor de entrar no Instituto de Psiquiatria e agora até canta. Para nós, isso é um grande avanço", diz Vadasz.

A terapia com animais é mais um tema abordado na última edição da Sentidos. São surpreendentes os resultados que se consegue com esse tipo de tratamento. Todas as deficiências podem tê-la como atividade complementar, na busca pela reabilitação física e psíquica.

Fonte: Alagoas em Tempo Real

quinta-feira, 26 de março de 2009


Quem sofre de insônia crônica está até cinco vezes mais propenso a ter pensamentos paranóicos em comparação às pessoas que dormem bem, segundo estudo feito no King’s College de Londres. É o que os pesquisadores britânicos estão chamando, informalmente, de “a maldição de Macbeth”. Na tragédia shakespeariana, Macbeth passa várias noites em claro e, depois de assassinar o rei Duncan (estimulado por sua esposa, Lady Macbeth que, por sua vez, é sonâmbula), é tomado pela idéia de que seu crime será descoberto a qualquer momento.

A pesquisa revela também que mais da metade das pessoas com paranóia severa atendidas em uma clínica psiquiátrica de Londres tinham dificuldades para dormir. É bem sabido que a falta de sono afeta o funcionamento cerebral de várias formas e, segundo os autores, essas alterações criam condições ideais para “desconectar” a mente do mundo real. Do ponto de vista epidemiológico, a situação é preocupante se considerarmos que até 50% da população tem alguma dificuldade para dormir, alertam os autores. O estudo foi publicado na revista Schizophrenia Research.

A esquizofrenia é tema da matéria de capa da Sentidos 51. O drama encenado pelo ator Sidney Santiago na pele de Ademir, em Caminho das Índias, é uma realidade para muitas pessoas. Nossa reportagem traz informações importantes e esclarecedoras sobre o tema. Vale a pena conferir.

Fonte: Revista Mente e Cérebro

Foto: Biblioteca do Congresso, Washington

terça-feira, 24 de março de 2009

Esperança


Um nova esperança para quem tem doença de Parkinson acaba de ser aberta com o anúncio de um tratamento eficiente e menos invasivo para o problema para o qual ainda não se descobriu cura. A novidade é resultado de um trabalho de pesquisa desenvolvido nos Estados Unidos por um grupo de pesquisadores coordenados pelo brasileiro Miguel Nicolelis, na Universidade Duke.

Trata-se da primeira terapia potencial para a doença a ter como alvo não o cérebro, mas a medula espinhal, a parte do sistema nervoso central contida na coluna vertebral. A descrição do método está em artigo destacado na capa da edição de sexta-feira (20/3) da revista Science.

Os pesquisadores desenvolveram uma prótese para estimular eletricamente o principal condutor de informações táteis para o cérebro. O dispositivo foi conectado à superfície da medula espinhal em camundongos e em ratos com baixos níveis de dopamina, mediador químico indispensável para a atividade normal do cérebro.

O objetivo foi representar em modelos animais as características biológicas de indivíduos com Parkinson, incluindo a grave perda de habilidades motoras verificada em estágios avançados da doença.

Ao ligar o dispositivo protético, os animais tiveram grande melhoria nos movimentos, passando a adotar comportamentos de exemplares saudáveis. Segundo os cientistas, a melhoria foi observada em média apenas 3 segundos após o estímulo.

“Observamos uma mudança imediata e dramática na capacidade funcional do animal que tem sua medula espinhal estimulada pelo dispositivo. Além disso, trata-se de uma alternativa simples e significativamente menos invasiva do que as tradicionais, como a estimulação cerebral profunda, que tem potencial para uso amplo em conjunto com medicamentos tipicamente usados no tratamento da doença de Parkinson”, explicou Nicolelis.

A íntegra dessa notícia você pode ler acessando o site da Agência Fapesp (www.agencia.fapesp.br)

Fonte: Agência Fapesp

sexta-feira, 20 de março de 2009

Doença Falciforme


Um inédito mapa sobre crianças portadoras de doença falciforme será feito pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. A pesquisa, que começou no dia 16 nas regiões de São José do Rio Preto, Barretos e Araçatuba, deverá se estender por 160 municípios paulistas ao longo do ano.

Segundo a secretaria, o objetivo é saber quem são essas crianças e verificar se o acompanhamento médico está sendo realizado adequadamente. Haverá um censo para cadastrar e, posteriormente, acompanhar crianças de até 7 anos de idade que tiveram resultado positivo no teste do pezinho (triagem neonatal).

Os endereços das crianças a serem visitadas foram fornecidos pelas Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de São Paulo e Bauru e pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Na entrevista, o recenseador aplicará um questionário com vários módulos de perguntas, colhendo informações sobre a situação clínica da criança, o acompanhamento médico feito e o acesso a medicamentos e serviços de saúde.

“O exame do pezinho, que identifica diversos problemas, dentre elas a doença falciforme, é realizado com sucesso no Estado de São Paulo. Uma vez detectadas precocemente, essas doenças podem ser tratadas adequadamente, evitando sequelas para a criança. Assim, um dos objetivos do censo é saber com que antecedência o resultado do exame é passado para os pais”, disse Frederico Carbone Filho, diretor técnico da Hemorrede.

Para a realização do censo, a Secretaria contará com recenseadores estudantes do Departamento de Biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A doença falciforme se caracteriza pela presença de hemoglobina S nas hemácias. É uma das doenças genéticas mais comuns no Brasil e no mundo, transmitida aos filhos pelo pai e pela mãe por meio dos genes. Um de seus efeitos mais comuns é o da crise vaso-oclusiva, causada pela forma das hemácias em forma de foice que obstruem os capilares e restrigem o fluxo sanguíneo aos orgãos causando isquemia e dor.

Mais informações: www.saude.sp.gov.br

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 16 de março de 2009

Energia


Hamsters ajudam a enfrentar a crise energética mundial? Apesar do exagero, esses pequenos roedores, ao carregar minúsculos geradores de eletricidade, estão participando no desenvolvimento de novas formas de energia renovável.

Com o uso da mesma aplicação nanotecnológica, um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, conseguiu produzir eletricidade a partir do bater dos dedos. A idéia é fazer com que celulares e notebooks possam ser alimentados pelo próprio movimento de apertar as teclas.

“Por meio da nanotecnologia, demonstramos formas de converter até mesmo energia biomecânica irregular em eletricidade. Podemos converter qualquer perturbação mecânica em energia elétrica”, disse Zhong Lin Wang, coordenador do estudo e um dos principais especialistas no mundo em nanotecnologia.

A nova demonstração de conversão de energia biomecânica em eletricidade foi descrita no periódico Nano Letters. O estudo demonstra que nanogeradores – que vêm sendo desenvolvidos por Wang e equipe desde 2005 – podem ser alimentados por movimentos mecânicos irregulares, como a vibração de cordas vocais ou a oscilação de uma bandeira ao vento, além do bater dos dedos ou da corrida de um hamster.

Segundo os autores do estudo, obter energia de baixa frequência representa uma importante conquista, justamente por conta de a energia biomecânica ser variável, diferentemente dos movimentos regulares usados atualmente para a geração de eletricidade em larga escala.

O mais importante foi a demonstração do potencial da tecnologia. Segundo Wang, tais módulos poderiam, por exemplo, ser implantados no corpo humano para acumular energia do movimento de fontes como músculos ou vasos sanguíneos.

A eletricidade resultante seria usada em dispositivos nanométricos para medir a pressão sanguínea ou outros sinais vitais. “Esse estudo mostra que podemos realmente usar movimentos animais ou humanos para gerar corrente para alimentar nanogeradores”, disse Wang.

O artigo Converting biomechanical energy into electricity by a muscle-movement-driven nanogenerator, de Zhong Lin Wang e outros, pode ser lido por assinantes da Nano Letters em http://pubs.acs.org/journal/nalefd.

Fonte: Agência Fapesp

segunda-feira, 9 de março de 2009

Epilepsia


Novas funcionalidades em um software capaz de investigar a plasticidade cerebral após a cirurgia de epilepsia, desenvolvidas por Clarissa Yasuda, doutoranda da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), renderam à pesquisadora e colegas, no último ano, dois prêmios nacionais e três internacionais na área de neurologia e epilepsia.

São dois os estudos premiados: um sobre a epilepsia refratária de lobo temporal e outro que aborda a epilepsia extratemporal. “O meu foco nesses projetos são os pacientes com epilepsia candidatos à cirurgia, uma vez que tentaram diversos medicamentos e continuam com crises”, disse Clarissa à Agência FAPESP.

A epilepsia de lobo temporal constitui a forma mais comum da doença, com um grande número de pacientes que não responde aos medicamentos. Por isso, explica a pesquisadora, o tratamento cirúrgico tem sido a melhor opção de tratamento, podendo oferecer um bom controle das crises em aproximadamente 70% dos pacientes submetidos à cirurgia.

O primeiro estudo premiado em 2008 investigou as áreas de atrofia de substância branca e cinzenta em regiões do cérebro associadas a um pior ou melhor resultado cirúrgico. Esse mesmo trabalho também investigou se, após a cirurgia, os pacientes que conseguiram alcançar um bom controle de crises epilépticas poderiam se beneficiar do fenômeno de plasticidade cerebral e conseguir recuperar áreas com atrofia das substâncias branca e cinzenta.

O outro trabalho envolveu pacientes com epilepsia refratária de origem extratemporal, sem, no entanto, fazer relações com o resultado cirúrgico. “Nesse trabalho, investigamos se esses pacientes apresentavam áreas de atrofia de substância branca, como já tinha sido descrito para os pacientes com epilepsia temporal”, explicou.

Um dos principais resultados dos estudos foi a criação de novos códigos para o software SPM2 (Statistical Parametric Mapping, na sigla em inglês), utilizado na pesquisa de neuroimagem e que pode ser baixado na internet em www.fil.ion.ucl.ac.uk.

Essas novas funcionalidades permitem a análise das evidências de neuroplasticidade (regeneração e alterações de volume) nas substâncias branca e cinzenta associadas ao controle de crises em pacientes após a cirurgia. “O fenômeno de neuroplasticidade basicamente consiste na capacidade cerebral de se recuperar de lesões”, disse.

Fonte: Agência FAPESP

terça-feira, 3 de março de 2009

INSS

Uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA) resultou em benefícios para todos os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que possuem deficiência física. Uma decisão da 1ª Vara da Justiça Federal determinou que o INSS retome o fornecimento de próteses e órteses aos segurados com deficiência. A sentença confirmou uma liminar de março de 2007 que foi motivada por ação do MPF-BA.

Depois de avaliar as alegações do MPF-BA, o juiz federal da 13ª Vara Cível da Bahia Carlos D'Ávila Teixeira determinou que o INSS volte a fornecer aos segurados, inclusive aos aposentados com deficiência física, órteses, próteses ou qualquer outro equipamento necessário para locomoção em prazo máximo de 30 dias.

De acordo com a assessoria de comunicação da Procuradoria da República na Bahia, o INSS também está obrigado a fazer a manutenção regular e a substituição dos equipamentos. A sentença também determina que o órgão convoque publicamente os beneficiários por meio de editais em jornais de grande circulação em cada estado, sob pena de multa diária de R$ 500.

Notícia importantíssima que merece acompanhamento. Num país como o Brasil em que o sistema de saúde pública é precário no atendimento das diversas demandas que se apresentam, uma decisão como essa traz alento ao deficiente físico. Vamos ver se o INSS é capaz de cumprir as determinações do MPF-BA.

Fonte: Correio 24 Horas e Agência Brasil

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Comemoração


O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de Março. E a data não foi escolhida por acaso. Ela se escreve como 21/3, ou 3-21 nos padrões americanos, o que faz alusão à trissomia do cromossomo 21, causa genética da síndrome.

A primeira comemoração da data foi em 2006 e, nesse ano coincide com os 50 anos da descoberta da trissomia por Jerome Lejeune. No Brasil vários eventos estão sendo programados para discutir, debater e celebrar o fato. A Federação Brasileira das Associações Síndrome de Down divulga todo o calendário já definido em seu blog - http://fbasd.blogspot.com/ - e ainda promete atualizações periódicas.

Vale a pena conferir a vasta programação, além das novidades na área. E parabéns a Claudia Grabois, presidente da Federação, pelo incansável trabalho que realiza junto com seus colaboradores, e que resultou em várias conquistas. Entender a síndrome é o melhor caminho para a inclusão.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sistemas Imunológicos


A maioria dos pacientes com esclerose múltipla, doença neurológica crônica de causa ainda desconhecida, tem episódios que são geralmente reversíveis. Mas, com o tempo – geralmente de 10 a 15 anos após o início da doença –, a maior parte desenvolve esclerose múltipla progressiva secundária, que se manifesta na forma de danos neurológicos graduais e irreversíveis.

Um novo estudo, feito por pesquisadores de diversos países, acaba de conseguir reverter déficits neurológicos em estágios iniciais em pacientes com esclerose múltipla a partir do transplante de células-tronco dos próprios indivíduos. As células foram usadas para “reinicializar” seus sistemas imunológicos.

A pesquisa, que será publicada na edição de março da revista The Lancet Neurology, conta com a participação de Julio Cesar Voltarelli, do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP.

O estudo foi liderado por Richard Burt, do Departamento de Medicina da Universidade Northwestern, que colaborou com Voltarelli e o grupo do CTC em www.agencia.fapesp.br/materia/6983 pesquisa sobre uso de células-tronco em pacientes com diabetes tipo 1.

O estudo agora publicado foi feito com 21 pacientes, com idades entre 20 e 53 anos, que foram submetidos a tratamento entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2005. O trabalho indicou melhoria nos 24 meses seguintes após o transplante, com o estado clínico se estabilizando posteriormente.

De acordo com os pesquisadores, os voluntários experimentaram melhorias em pontos afetados pela esclerose múltipla, como o ato de andar, a força nos membros, a perda da coordenação muscular, visão e incontinência.

Os pacientes foram submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas autólogas após não terem respondido ao tratamento padrão da doença com interferon beta por pelo menos seis meses.

No estudo, os cientistas trataram os pacientes com quimioterapia para danificar seus sistemas imunológicos. Em seguida, injetaram as células-tronco obtidas do sangue de cada um antes da quimioterapia, de modo a iniciar um novo sistema imunológico.

Três anos após o procedimento, 17 participantes (81%) apresentaram melhoria em pelo menos um ponto na escala de desabilidade e a doença se estabilizou em todos os 21.

Apesar do sucesso, os pesquisadores ressaltam que os resultados do trabalho precisam ser confirmados por novos estudos. Burt, Voltarelli e colegas iniciarão em breve uma nova fase da pesquisa, com um número maior de pacientes.

“Como extensão do trabalho agora publicado, passamos a ter no Hospital das Clínicas FMRP-USP um estudo randomizado, colaborativo, multicêntrico e internacional para testar esse tipo de transplante na esclerose múltipla”, disse Voltarelli, que também é professor titular do Departamento de Clínica Médica da FMRP-USP, à Agência FAPESP.

O artigo Autologous non-myeloablative haemopoietic stem cell transplantation in relapsing-remitting multiple sclerosis: a phase I/II study, de Richard Burt e outros, pode ser lido por assinantes na versão on-line da i>The Lancet Neurology em www.thelancet.com/neurology.

Fonte: Agência Fapesp

Foto: NIH

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Transplantes


Matéria publicada hoje no jornal “O Estado de São Paulo” informa que o Ministério da Saúde decidiu, provavelmente a partir de março, que equipes médicas poderão utilizar órgãos “limítrofes”, ou seja, que não apresentam condições ideais plenas, para transplante. Pela medida, usuários de drogas injetáveis ou inaláveis, portadores de doença de Chagas, hepatites B e C e pessoas com histórico de sífilis, toxoplasmose e infecção pelo citomegalovírus, podem ser doadores.

Obviamente que algumas restrições serão respeitadas. A primeira é que o receptor tenha alguma dessas doenças. Por exemplo, alguém que tenha hepatite C, pode receber órgão de doador com a mesma característica. Outra é que será necessário consentimento assinado por parte do receptor. Um fato que corrobora com a medida é que existe um consenso entre médicos de que algumas doenças já contam com tratamentos eficazes, como a sífilis, por exemplo, o que facilitaria a cura de uma possível complicação.

A medida tem como objetivo principal diminuir o prazo de espera nas filas e melhorar a vida dos pacientes. Porém, a controvérsias. Uma delas é que há poucos estudos relevantes sobre o uso de órgãos limítrofes. A matéria também aborda o fato de que um receptor que já tenha hepatite C, corre o risco de adquirir um outro tipo de vírus da doença.

O fato é que o assunto é polêmico. É possível enxergar pontos positivos e negativos ao analisarmos a iniciativa como um todo. O que se espera é que a medida não se torne um tiro no próprio pé e que, ao invés de melhorar, piore a vida dos pacientes. Cabe aos órgãos públicos, entidades médicas e a própria sociedade, um acompanhamento rigoroso, para que não sejam dados passos para trás.

Fonte: O Estado de São Paulo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Encontro


Eventos gratuitos acontecem de 11 a 18 de fevereiro, em São Paulo, reunindo pesquisadores de renome do Brasil e do exterior, para debater o estágio atual e as perspectivas das pesquisas com células-tronco em nível mundial.

Objeto de interesse crescente da sociedade, o uso de células-tronco no tratamento de doenças provocou, nos últimos anos, um verdadeiro boom no campo das pesquisas científicas no mundo todo. No meio dessa corrida, que ainda está longe de terminar, é importante diferenciar o que já se configura como fato e o que ainda não passa de promessa em torno do assunto. Esse é o propósito do "Encontro Internacional sobre
Células-Tronco".

Estará presente um time de expoentes nacionais e estrangeiros na área de pesquisa, em eventos como debates, palestras, fóruns e encontro informal com o público ("Cafe Scientifique" ). As inscrições são gratuitas, mediante envio de e-mail a
rsvp.sp@britishcoun cil.org.br ou através do telefone (011) 2126 7500.

No www.incor.usp. br (Seção Cursos/Eventos) , o interessado poderá conhecer o PROGRAMA COMPLETO do Encontro, do qual constam: Fórum sobre "Células-tronco: Ficção, Realidade e Ética" (11/12), "Cafe Scientifique: Desmitificação das Células-Tronco" (16/2) e II Simpósio da Rede Latino-Americana de Células-Tronco (16 a 18/2).

SERVIÇO
ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE CÉLULAS-TRONCO
Data: 11 a 18 de fevereiro de 2008
Local: Centro Brasileiro Britânico (CBB), situado na Rua Ferreira
Araújo, 741 - Pinheiros - São Paulo/SP
Investimento: evento gratuito, mediante disponibilidade de vagas.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Armas


O barulho de algumas armas de fogo pode causar lesões cerebrais leves. A informação integra um estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que publicou os resultados da pesquisa na revista Journal of Neurotrauma.

Segundo a pesquisa, tiros de armas como os canhões superam os níveis máximos de ruído recomendados que o corpo humano pode suportar. Exemplo disso é que a lesão cerebral traumática é comum nos combatentes americanos no Iraque e Afeganistão.

Os soldados combatentes naqueles países sofreram com falhas de memória, além de transtornos nos processos mentais e problemas emocionais, de fala, visão e audição. A equipe sueca estudou os efeitos do barulho no cérebro de ratos e porcos.

No processo, efetuaram disparos de um canhão Howitzer, uma arma anti-tanque e uma espingarda, além de terem detonado explosivos plásticos sob a água. O Howitzer e a arma anti-tanque superaram os níveis máximos de exposição ao barulho de explosões ou disparos. Com isso, a pele e os ossos não conseguiram proteger o cérebro.

Segundo os cientistas, ocorre uma pressão que pode causar hemorragias no tecido cerebral. Estes resultados são semelhantes às lesões sofridas por soldados feridos ou mortos em guerras. Uma das conseqüências da pesquisa foi o fato de o Exército da Suécia ter restringido a exposição de seus membros a disparos e explosões.

Bom, como se não bastasse tudo o que já conhecemos e temos repúdio, ficamos sabendo de mais um malefício da guerra e de tudo o que ela envolve. Pobres ratos e porcos...

Fonte: Terra, com EFE

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Células-tronco


Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida, ou seja, com características da célula-tronco embrionária, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção. O feito não é inédito. Quatro outros países já haviam conseguido o mesmo. Japão, Estados Unidos, China e Alemanha. Mas nosso país mostra mais uma vez que faz parte de uma elite científica, no que concerne esse assunto.

Além de facilitar a produção de células-tronco oriundas do próprio paciente, os procedimentos passam ao largo de discussões éticas que envolvem a fabricação ou clonagem de embriões para pesquisa. Stevens Rehen, da UFRJ, é quem está a frente do projeto. Rehen foi fonte da matéria de Saúde da edição 49 da Sentidos e é respeitadíssimo por ambas as correntes de estudo. As que trabalham com células-tronco adultas e a outra, que concentra seus esforços em trabalhos com embriões.

E na esteira das boas notícias, os Estados Unidos aprovaram na última sexta-feira o primeiro teste em seres humanos de uma terapia à base de células-tronco, nesse caso, de origem embrionária. O experimento será conduzido por uma empresa norte-americana (Geron), com o aval da FDA, agência que regula alimentos e fármacos no país. Nos próximos meses, dez pacientes com lesões graves na medula espinhal receberão injenções de um coquetel celular.

Agora é ficar de olho. Com relação ao que acontece nos EUA, atenção dupla. O próprio Rehen, em suas declarações a Sentidos, disse que é preciso muito cuidado com terapias com essas características. "Ninguém quer piorar a vida de um paciente", disse o cientista. Agora é torcer para que os progressos aconteçam. E não há como negar que a esperança de milhares de pessoas só faz aumentar com os avanços que se apresentam, nesses últimos anos.

Fonte: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Botox


A toxina botulínica é muito comentada e utilizada em clínicas estéticas para diminuir rugas de expressão, porém este não é o único benefício. Produzida pelo Clostridium botulinum , é uma droga que impede a liberação de acetilcolina (neurotransmissor) e relaxa os músculos. Esta neurotoxina é a mesma que causa o Botulismo, grave intoxicação alimentar que compromete o sistema nervoso.

Após anos de estudos científicos foram descobertos seus efeitos terapêuticos. Inicialmente utilizada na cura de patologias oftalmológicas como o estrabismo, hoje tem auxiliado cada vez mais no tratamento de contrações musculares involuntárias. Este é um dos mais importantes avanços da ciência médica e farmacêutica dos últimos anos.

A Fundação Selma, uma instituição privada sem fins lucrativos, trabalha com esse procedimento de ponta, aplicando Toxina Botulínica por meio de micro-estimulação elétrica digital com aparelho americano, para localizar as placas mioneurais (local onde o nervo faz contato com o músculo).

As injeções de toxina botulínica são utilizadas em paraplégicos e em hemiplégicos. Em casos de traumas e doenças do sistema nervoso central, como por exemplo esclerose múltipla e que tenha como seqüela hipertonias musculares (distonias ou espasticidade), derrames cerebrais, crianças com paralisia cerebral.

"Com a toxina botulínica, é possível tratar apenas os músculos afetados diferente de outros remédios, via oral, que enfraquecem todos os músculos do corpo", explica Dr. Luiz Botelho, superintendente médico da Fundação.

Mas além do tratamento com botox, o paciente precisa fazer alguma terapia complementar. "É necessário que a pessoa também esteja engajada num processo de reabilitação física, pois a toxina não devolve a função por si só" , conta Dr. Botelho. A aplicação relaxa os músculos que deixam os braços e pernas endurecidas. Com a flexibilidade conseguida, os terapeutas realizam exercícios de alongamento e fortalecimento, que resultam na melhor funcionalidade do paciente, ajudando a melhorar a marcha, a independência nas atividades diárias e, enfim, a qualidade de vida.

A quantidade de aplicações varia de acordo com o paciente e deve ser feita com um intervalo, de no mínimo, três meses. A partir da terceira ou quarta aplicação, é possível atingir um patamar de benefício e uma recuperação mais rápida.

Fonte: Fundação Selma