sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Botox


A toxina botulínica é muito comentada e utilizada em clínicas estéticas para diminuir rugas de expressão, porém este não é o único benefício. Produzida pelo Clostridium botulinum , é uma droga que impede a liberação de acetilcolina (neurotransmissor) e relaxa os músculos. Esta neurotoxina é a mesma que causa o Botulismo, grave intoxicação alimentar que compromete o sistema nervoso.

Após anos de estudos científicos foram descobertos seus efeitos terapêuticos. Inicialmente utilizada na cura de patologias oftalmológicas como o estrabismo, hoje tem auxiliado cada vez mais no tratamento de contrações musculares involuntárias. Este é um dos mais importantes avanços da ciência médica e farmacêutica dos últimos anos.

A Fundação Selma, uma instituição privada sem fins lucrativos, trabalha com esse procedimento de ponta, aplicando Toxina Botulínica por meio de micro-estimulação elétrica digital com aparelho americano, para localizar as placas mioneurais (local onde o nervo faz contato com o músculo).

As injeções de toxina botulínica são utilizadas em paraplégicos e em hemiplégicos. Em casos de traumas e doenças do sistema nervoso central, como por exemplo esclerose múltipla e que tenha como seqüela hipertonias musculares (distonias ou espasticidade), derrames cerebrais, crianças com paralisia cerebral.

"Com a toxina botulínica, é possível tratar apenas os músculos afetados diferente de outros remédios, via oral, que enfraquecem todos os músculos do corpo", explica Dr. Luiz Botelho, superintendente médico da Fundação.

Mas além do tratamento com botox, o paciente precisa fazer alguma terapia complementar. "É necessário que a pessoa também esteja engajada num processo de reabilitação física, pois a toxina não devolve a função por si só" , conta Dr. Botelho. A aplicação relaxa os músculos que deixam os braços e pernas endurecidas. Com a flexibilidade conseguida, os terapeutas realizam exercícios de alongamento e fortalecimento, que resultam na melhor funcionalidade do paciente, ajudando a melhorar a marcha, a independência nas atividades diárias e, enfim, a qualidade de vida.

A quantidade de aplicações varia de acordo com o paciente e deve ser feita com um intervalo, de no mínimo, três meses. A partir da terceira ou quarta aplicação, é possível atingir um patamar de benefício e uma recuperação mais rápida.

Fonte: Fundação Selma

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