terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sexo

Mito: Pessoa com deficiência física não tem vida sexual ativa. De acordo com estudos feitos por Ana Cláudia Maia, psicóloga da Universidade Estadual Paulista (UNESP), as pessoas que sofreram lesões e hoje estão com a mobilidade reduzida não abrem mão da sua vida afetiva em razão da nova realidade. Na sua tese de pós-doutorado “Inclusão e Sexualidade: análise de questões afetivas e sexuais em pessoas com deficiência física” foram entrevistados 12 pessoas com deficiência física e elas demonstraram ter uma autoestima admirável e reconhecem a limitação física como integrante de sua condição pessoal.
No grupo pesquisado há casados, namorados, parceiros eventuais e virgens. No levantamento foi comum encontrar casais que ambos tivessem deficiência, isso em razão dos encontros em clínicas de reabilitação e escolas especiais.

Para a psicóloga, a autoimagem positiva se deve ao tempo prolongado de convívio com a deficiência, que faz com que usem bem a cadeira de rodas ou vejam a muleta como parte do próprio corpo. Com essa consciência, os casais encontram adaptações para terem uma boa relação sexual, como a aplicação de lubrificantes nas mulheres e o uso de medicamento para a ereção do órgão genital dos homens. As posições sexuais são aprendidas com trocas de experiências entre amigos e namorados.
Ana Cláudia ainda constatou que há uma falta de preparação dos médicos em relação à vida sexual, como não saber responder se o cadeirante poderá ter orgasmos ou, ainda, a reprodução afetada.
Quanto à reprodução humana, a jornalista Flávia Cintra, pode garantir que no caso dela não houve problema. Flávia ficou tetraplégica aos 18 anos após um acidente de carro. Depois de parar de listar as atividades que não poderia realizar pela sua nova condição, ela foi viver sua vida listando o que podia realizar. Se casou e, para surpresa de muitos, aos 33 anos ficou grávida de gêmeos.
Ela será nosso foco na próxima matéria de capa da revista Sentidos que está para chegar nas bancas.

Flávia Cintra é mãe de gêmeos e consultora da atriz Alinne Moraes para o papel de Luciana em "Viver a Vida", novela da Rede Globo.

Crédito: Diego Rousseaux

4 comentários:

Renato disse...

Tema original e pouco explorado. A matéria deve estar interessante!

RITA PETRONILHO disse...

Excelente assunto... mostrando que nós deficientes não somos assexuados.E que um lesado medular faz sexoooooo sim!

esperança disse...

Eu sou deficiente fisica vivo numa cadeira de rodas e na minha opinião
as pessoas portadoras de deficiencia podem e devem fazer sexo sim claro que com todu cuidado mas pode sim eu sou deficiente quero ter uma vida sexoal ativa como qualquer outra pessoa eu sei que sou capaz.

Myrna de Moura disse...

Fico muito feliz por saber que existem homens sem preconceitos e assumem um relacionamento como mulheres deficientes tetraplégicas.Sou assinante e aguardo a edição.
Parabéns á revista.
Myrna de Moura