quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CAT anuncia 432 vagas para profissionais com deficiência

O Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) está com 432 vagas para profissionais com deficiência ou mobilidade reduzida com salários que chegam a R$ 6.303,00 para uma vaga de enfermeiro com superior completo.

Para auxiliar de administração, há 22 vagas que exigem o ensino médio completo – salário entre R$ 678,00 e R$ 1.395,00. Ascensorista encontra 15 vagas, sendo necessário o ensino médio incompleto – salário R$ 900,00. Já para operadores de telemarketing (ativo e receptivo) são disponibilizadas 110 vagas. Os salários variam entre R$ 779,00 e R$ 1.395,00.

Os interessados podem comparecer a uma unidade do CAT (veja os endereços aqui), munidos de RG, CPF, carteira de trabalho e número do PIS. É necessária a apresentação de laudo médico. Outras informações estão disponíveis no site www.prefeitura.sp.gov.br/trabalho ou na Central de Atendimento ao Munícipe, pelo telefone 156.

Importante: A quantidade de vagas veiculadas pela Secretaria Municipal do Trabalho e do Empreendedorismo pode sofrer alterações conforme a procura e o preenchimento de nossos cadastros.

Informações: Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo – SDTE.
 
 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Praias famosas já contam com acessibilidade


As pessoas com deficiência já podem contar com acessibilidade em alguns pontos turísticos do Brasil. Foram instaladas esteiras de acesso ao mar, cadeiras de rodas anfíbias e há profissionais que auxiliam no banho nas praias de Ponta Negra, em Natal (RN), Olinda, Fernando de Noronha, Porto de Galinhas e Boa Viagem, todas em Pernambuco.

A iniciativa em Natal faz parte do projeto OrtoRio, Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, já em Pernambuco, a acessibilidade foi desenvolvida pela Secretaria de Turismo que desenvolveu o projeto Praia Sem Barreiras.    

O programa Turismo Acessível, do Governo Federal, reservou um investimento de R$ 100 milhões para promover a inclusão social e o acesso de turistas com deficiência ou mobilidade reduzida à atividade da cidade.

Além das praias, há um investimento de R$ 7 milhões em obras de acessibilidade em Pernambuco. Entre elas, a Praça da República, o Mercado São José, a Avenida Boa Viagem e o terminal integração de passageiros, todas em Recife, e o Mercado da Ribeira e a Orla de Olinda, em Olinda.

Faça o seu roteiro e boa viagem!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Exposição “Vidas em Cenas”, que retrata o cotidiano de pessoas com deficiência


A primeira exposição itinerante do Projeto “Imagem e Inclusão”, mais uma iniciativa da “Mãe Especial”, teve início no mês em que se celebra o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Exposição itinerante “Vidas em Cenas”, que retrata o dia a dia de pessoas com deficiência. São 12 imagens dos fotógrafos Kica de Castro e Arthur Callasans, que mostram pessoas com deficiência em diferentes situações, desde a infância até a terceira idade.

“Nosso objetivo é mostrar que o cotidiano das pessoas com deficiência é igual ao das outras pessoas”, resume a empresaria Antônia Yamashita. Juntamente com o marido, Fabio Yamashita, Antônia idealizou a Mãe Especial, instituição que  trabalha em prol das pessoas com deficiência e que criou o projeto “Imagem e Inclusão”. “Vidas em Cenas” é a primeira exposição do projeto.

A mostra foi concebida em uma linha do tempo com  pessoas de diversas idades - crianças, jovens, adultos e idosos, retratados em família, estudando, conversando, namorando, praticando esportes, trabalhando e até se casando. “Eu nunca vi uma exposição sobre o mundo das pessoas com deficiência. Mas as coisas estão mudando para melhor. Antes, era difícil encontrar serviços de fotografia para os filhos com deficiência,  como se não houvesse beleza”, analisa a pedagoga. Esta mudança está refletida na exposição e nos artistas que dela participam – Kica, por exemplo, tem uma agência que fotografa modelos com deficiência.

A exposição também é totalmente adaptada para receber visitantes com deficiência. As legendas das imagens, por exemplo, têm fonte aumentada – para poderem ser lidas por quem tem baixa acuidade visual –, transcritas em braile e áudio descrição das fotos, o que permite que cegos também participem. As imagens mostram pessoas com todos os tipos de deficiência: visual, auditiva, motora e intelectual.  

Milhões de pessoas – usuárias do metrô de São Paulo – passaram  pela exposição. Antônia avalia que isso é importante para ajudar a diminuir o preconceito e mostrar que a vida cotidiana de uma pessoa com deficiência é igual a de outras pessoas.

Veja as imagens da exposição no site: www.imagemeinclusao.com.br

A Exposição vai estar exposta de 08 de Fevereiro à 31 de Março no Memorial da Inclusão

Sobre a Mãe Especial
Aos 18 anos, a Antônia Yamashita jovem engravidou do então namorado, Fabio. O menino, Lucas, decidiu vir ao mundo cedo demais: com apenas 28 semanas e 880 gramas. O bebê sofreu com anoxia, hemorragia cerebral grau IV, hidrocefalia e meningite bacteriana. Após 3 meses de vida na UTI neonatal recebeu alta, mas o resultado dos problemas foi uma paralisia cerebral.

Lucas – que hoje está com 12 anos – continua sendo a inspiração não só de Antônia, mas também do pai, Fabio Yamashita. Ambos – também pais de Victor, de 7 anos - por meio do trabalho que desenvolvem compartilham informações e experiências com educadores e outras famílias sobre a condição da criança deficiente. “Ela pode e deve ser inserida na sociedade. Não pode ser vista como um peso. É isso que defendo em minhas palestras e nos eventos que participo”, reforça Antônia.

Antônia lançou também o livro A trajetória de uma mãe especial – O Milagre da Vida, pela editora Nilobook, no qual conta a história dos primeiros anos de vida de Lucas. Por meio do projeto, são publicados os gibis “Turma do Lukas”, que mostram o cotidiano das crianças com deficiência inseridas no universo infantil.

O site traz as experiências e a história de vida de Antônia bem como os desafios e as alegrias diárias de Lucas: www.maeespecial.com.br.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Curso para cuidadores de idosos


Associação Reciclázaro e OLHE abrem turma no Parque São Domingos - aulas começam 18/06 e inscrições estão abertas


A Associação Reciclázaro promove, a partir de 18 de junho, um curso para formação de cuidadores de idosos. Realizado em parceria com o Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE) e apoio da empresa Support/Danone, o curso integra o programa Cuidar é Viver e tem como público-alvo pessoas acima de 18 anos, com, no mínimo, ensino fundamental completo.
As aulas – práticas e teóricas – tratarão dos diversos aspectos do envelhecimento, como mitos e preconceitos, questões éticas, sociais, médicas e nutricionais.
Aos alunos será oferecido ainda suporte psicológico para enfrentar os aspectos mais complexos do acompanhamento à pessoa idosa. Integram também a carga horária discussões sobre questões trabalhistas e apoio jurídico. Ao final, será criado um banco de dados com o cadastro das pessoas formadas, para posterior encaminhamento a postos de trabalho.
Este é o segundo curso promovido pela Reciclázaro. “Houve muita procura na primeira turma”, diz Ingrid Mazeto, presidente do OLHE. Segundo ela, há uma demanda crescente pela contratação de cuidadores de idosos, especialmente nos centros urbanos.  “Isso faz com que cresça a necessidade de formar profissionais capacitados para ocupar a função, um das mais requisitadas atualmente, por conta do envelhecimento da população.”
Segundo dados do último Censo do IBGE, há hoje 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade vivendo no país. Isso corresponde a 8,6% da população total. Apenas na capital paulista há 1,3 milhão de idosos – o equivalente a 11,8% da população, sendo que 12,20% desses apresentam algum tipo de fragilidade.

Curso de Formação de Cuidadores de Idosos
Carga horária: 92 horas (divididas em 23 encontros)
Início: 18 de junho de 2012
Horário: Segundas e terças-feiras, das 18 às 21h45.
Local: Paróquia São Domingos, Sávio – Rua Tomás Lopes Ferreira, 131 – Parque São Domingos, São Paulo (SP).
Público-alvo: Homens e mulheres com mais de 18 anos de idade, com no mínimo curso fundamental completo. Serão aceitas pessoas com experiência na área ou em início de carreira.
Certificados: Emitidos pelo OLHE
Informações e inscrições: (11) 2081-3673 / 4661-1056
Investimento: Máximo de 300 reais. Existe a possibilidade de bolsa para alguns casos, a ser oferecida pela paróquia.


Sobre a ONG OLHE
O OLHE foi criado em 2006 por um grupo multidisciplinar de profissionais, buscando ser uma referência de vanguarda como agente de transformação que estimule e sustente um envelhecer com futuro.  A ONG atua por meio de quatro áreas: informação, intervenção, pesquisa e formação. Já recebeu alguns prêmios por sua atuação.

terça-feira, 15 de maio de 2012

CURSO DE LIBRAS - A DISTÂNCIA – MÓDULO INICIAL


A ADEFAV e a ARTELIBRAS promovem curso de Libras a distância, iniciativa inovadora onde você aprenderá a comunicar-se pela Libras, com fluência em curso interativo, dinâmico e preparado por especialistas na área.

CARGA HORÁRIA:
60 horas sendo 52 horas a distancia e 08 horas presencias.
O curso está dividido em 13 módulos oferecidos pela plataforma de ensino virtual da ADEFAV com vídeos aulas, vídeos avaliativos, cenas do cotidiano, biblioteca virtual, fóruns de discussão e oficinas presenciais. Todos os professores são pessoas surdas com especialização e experiência.

MÓDULOS A DISTÂNCIA:
Serão disponibilizados semanalmente.  Após os 13 módulos semanais, o aluno poderá participar de oficinas presenciais onde poderá interagir, comunicar-se e treinar a sua fluência em LIBRAS. Será conferido certificado do curso a distância.

OFICINAS PRESENCIAIS (opcional):
8 horas de aulas práticas e avaliação do curso que acontecerá em um sábado. Os alunos serão divididos em turmas de até 40 participantes. O certificado da oficina presencial será agregado ao certificado dos módulos a distância conferindo 60 horas.

TURMAS:
Os módulos serão iniciados conforme a formação de turmas e os alunos serão comunicados por email e por telefone. É importante fazer o cadastro neste site.

CORPO DOCENTE:
Cláudio Ramalho
Rafaela Sessenta

COORDENAÇÃO:
Rafaela Sessenta e Maria Aparecida Cormedi.

CONTEÚDOS DO MÓDULOS

Módulo 1: Conceito da Libras, Apresentação pessoal. Alfabeto manual.
Módulo 2: Expressões faciais. Uso do espaço e parâmetros dos sinais.
Módulo 3: Verbos e adjetivos.
Módulo 4: Família, pronomes e antônimos.
Módulo 5: Números e advérbios.
Módulo 6: Ambientes de sala de aula, séries e cores.
Módulo 7: Alimentos, lazer e pronomes demonstrativos.
Módulo 8: Animais, natureza e clima.
Módulo 9: Profissões, meios de transporte e localização.
Módulo 10: Classificadores.
Módulo 11: Frases em Libras.
Módulo 12: Cultura e educação de Surdos e piadas.
Módulo 13. Revisão do conteúdo, contação de história e música.

OFICINAS PRESENCIAIS: Revisão, diálogos em Libras, convívio e avaliação.

Informações: cursos@adefav.org.br ou pelos telefone 11 3571-9511
Acesse: ww.adefav.org.br/

quarta-feira, 9 de maio de 2012

II Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Luiz Gonzaga



FONTE: Rede Saci
09/05/2012

O tema central da Conferência, conforme orientação do CONADE será: "Um olhar através da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU: Novos Desafios e Perspectivas".


O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Luiz Gonzaga convida à comunidade São – luizense e regional a prestigiarem, no próximo dia 17 de maio de 2012, a II Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência. O tema central da Conferência, conforme orientação do CONADE será: "Um olhar através da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU: Novos Desafios e Perspectivas". A Conferência tem por finalidade discutir as novas perspectivas e os desafios na implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU e analisar os obstáculos e avanços da Política Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, constituindo-se no fórum máximo de participação da sociedade civil e governo, com o objetivo de avaliar a Política Municipal voltada as Pessoas com Deficiência e propor diretrizes para o seu aperfeiçoamento na cidade de São Luiz Gonzaga.
Coordenação:
Enio Luiz Garcia – Presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Luiz Gonzaga. Rosane Burchard - Secretaria Municipal de Educação. Marisa Beck – 32ª CRE. Solange Battirola - 32ª CRE. Alex Garcia – AGAPASM.
Data: 17 de Maio de 2012
Local: URI - Universidade Regional Integrada
Extensão São Luiz Gonzaga - RS
Rua José Bonifácio, 3149
Programação
Manhã:
8h – Credenciamento
9h - Abertura oficial.
9h30min - CONVENÇÃO ESSENCIAL: "Um olhar através da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU: Novos Desafios e Perspectivas”. Alex Garcia - Pessoa Surdocega. Presidente da AGAPASM. Especialista em Educação Especial.
10h15min - Coffee break
10h30min - Segurança e Acesso a Justiça. Dra Dinamárcia Maciel de Oliveira. Promotora de Justiça.
11h10min - Acessibilidade. Mirian Cristina Torres - Centro de Equoterapia Dragões do Rio Grande. Carmelina Gonçalves - Centro de Equoterapia Dragões do Rio Grande.
Tarde:
13h30min - Educação Inclusiva. Solange Battirola - 32ª CRE São Luiz Gonzaga. Rosane Burchard - SEMEC São Luiz Gonzaga.
14h10min - Saúde e Prevenção. Graciela Ojopi. Secretária Municipal da Saúde de São Luiz Gonzaga
15h15min - Coffee break
15h30min - Composição dos grupos de trabalho e encaminhamento de demandas
16h - Plenária Final e eleição dos delegados para a Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
17h – Encerramento e entrega de certificados

Inscrições: As inscrições devem ser realizadas no momento do credenciamento.

Contato: E-mail – cmpcdslg@gmail.com Fone: 55 99415878

terça-feira, 17 de abril de 2012

Paulistas poderão se inscrever nas Paralimpíadas Escolares até o dia 20 de abril




Inscritos participarão de seleção para definir a equipe que representará
São Paulo nas competições em outubro

As inscrições para definir a equipe que competirá pelo estado de São Paulo nas Paralimpíadas Escolares 2012 já estão abertas. As seletivas acontecerão no mês de junho e as competições acontecerão de 15 a 20 de outubro na capital paulista. Os candidatos de São Paulo têm até o dia 20 de abril para concluir a inscrição. O evento deverá reunir cerca de 2 mil pessoas.
Os candidatos do Estado de São Paulo deverão ser estudantes com deficiência física, visual ou intelectual, com faixa etária de 12 a 19 anos e que estejam regularmente matriculados em escolas do ensino fundamental, médio ou especial. As instituições poderão ser da rede pública ou particular com reconhecimento do Ministério da Educação.
Os interessados podem encontrar a ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis para download no site da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br. Depois de preenchida, ela deverá ser enviada para os e-mails vsenatore@sp.gov.br esrgsantos@sp.gov.br.
O maior evento do gênero da América Latina será realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e pela Prefeitura Municipal de São Paulo. A competição será disputada nas modalidades tênis em cadeira de rodas, voleibol sentado, atletismo, futebol para cegos, futebol para paralisados cerebrais, judô, goalball, bocha, natação e tênis de mesa.
Além de incentivar a prática de atividades esportivas e a inclusão de pessoas com deficiência, as Paralimpíadas Escolares buscam revelar novos valores e possíveis atletas para representar o Brasil nas Paraolimpíadas de 2016. Após o período de pré-inscrição, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência promoverá seletivas nas modalidades citadas até o final do mês de junho e, ao término das seletivas, será definida a equipe que representará o Estado na competição.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Manual de atenção à pessoa com Sindrome de Down



FONTE: Movimento Down
11/04/2012

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre Manual.

O Ministério da Saúde lançou no último dia 21 de março, quando foi comemorado o Dia Internacional da Síndrome Down, uma consulta pública para definição do Manual de Atenção à Saúde da Pessoa com Síndrome de Down, que irá orientar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e prestar esclarecimentos sobre como proceder quanto ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas com a deficiência.
O protocolo é uma demanda de familiares de pessoas com síndrome de Down há 20 anos e a expectativa é de que tenha impacto direto sobre a saúde dos recém nascidos, com a triagem de cardiopatias congênitas, entre outras recomendações.
O texto, assinado pelo ministro Alexandre Padilha, foi publicado no Diário Oficial da União. As sugestões podem ser encaminhadas ao Ministério da Saúde até 20 de abril para o endereço eletrônico manualsindromededown@saude.gov.br.

A versão preliminar do Manual pode ser consultada através do link: http://200.214.130.94/CONSULTAPUBLICA/index.php?modulo=display&sub=dsp_consulta 
até o dia 23 de abril. Lá também é possível enviar sugestões.


Embora não existam estatísticas específicas, estima-se que no Brasil vivam 270 mil pessoas com síndrome de Down.Estes números são semelhantes às estatísticas mundiais.
O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, explica que a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição humana geneticamente determinada. “Com base neste enfoque e depois de um amplo estudo, lançamos este manual. O objetivo é oferecer orientações às equipes multiprofissionais para o cuidado à saúde da pessoa com síndrome de Down, nos diferentes pontos de atenção da rede do SUS”, afirma.
Helvécio Magalhães informa que o Ministério da Saúde mantêm ações de cuidados com pessoas com síndrome de Down. “Atualmente, contamos no país com 1.004 Unidades de Saúde com Serviço de Reabilitação em Deficiência Intelectual e Autismo. Por ano, são investidos R$ 170 milhões para o custeio destas unidades, administradas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde", afirma o secretário. “Com este manual, vamos ampliar a integração e articulação dos serviços de reabilitação com a rede de atenção básica e com a especializada.”
A publicação seguida de consulta pública do Manual de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down é uma das estratégias do Plano Viver Sem Limites, de promoção dos direitos das pessoas com deficiência, lançado em novembro de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff.

(Fonte: Maria Vitória, da Agência Saúde - ASCOM-Ministério da Saúde)

quarta-feira, 28 de março de 2012



Conhecendo o Zoo!!!
  Passeio de def.auditivos, 
usuários de implante coclear,
       implante Baha, 
  AASI
 
19 de Maio de 2012  as 10:00hs
 
  PARQUE ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO
 
situado a Avenida Miguel Stefano, 4.241 - Água Funda - Zona Sul (Metrô Jabaquara)
Tel.: (11) 5073-0811          Site: 
www.zoologico.com.br
Preço: R$ 17 para adultos e crianças acima de 12 anosR$ 6,50 para crianças de 5 a 12 anos.
Grátis para crianças menores de quatro anosEstudantes com apresentação de carteirinha vigente
 e professores da rede pública de ensino com holerite pagam meia-entrada.
Deficientes com carteirinha do ônibus ou carteira de identificação de deficiencia também não pagam.
 
Cada familia deverá levar um prato de doce ou salgado e um suco para podermos
nos reunir e tomar um delicioso café da manhã, e na sequencia cada familia estará
livre para desfrutar do local a sua maneira.
 
Convidem seus parentes e amigos, e não percam esta oportunidade!!!
 

Necessário confirmar presença.
Informações e programação de responsabilidade do Zoológico de São Paulo.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Índios e deficientes físicos sem direito à meia-entrada



Idosos, estudantes e participantes do Programa Bolsa Família dependerão de sorteio para ter direito a meio-ingresso
Fonte: Agência Brasil / Site Bem Paraná / ADEFEGO

O novo substitutivo do Projeto de Lei Geral da Copa (PL 2330/11) exclui os indígenas do direito à meia-entrada nos jogos da competição, que será disputada no Brasil em 2014. Pelo novo texto, os idosos, estudantes e participantes do Programa Bolsa Família dependerão de sorteio para ter direito aos ingressos da Categoria 4, com desconto de 50%, para a Copa do Mundo e a das Confederações, marcada para 2013. A previsão anterior era que esses ingressos custariam R$ 50.

O parecer com as alterações ao texto anterior foi entregue segunda-feira (27) pelo relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), e será votado nesta terça-feira (28) na Comissão Especial da Câmara encarregada de examinar o projeto.

De acordo com o substitutivo, a Fifa colocará à disposição do público, nas diversas fases de venda, ao menos, 300 mil ingressos da Categoria 4 para os jogos da Copa do Mundo e 50 mil para os da Copa das Confederações. Nass outras três categorias de ingressos que serão oferecidos para as duas competições não haverá desconto.

Os índios perderam o direito à meia-entrada na nova versão do substitutivo, assim como os proprietários de armas de fogo que aderirem à campanha do desarmamento, entregando suas armas ao governo. Pela versão apresentada ontem, os ingressos para eles “serão objeto de acordo entre o Poder Público e a Fifa”.

Os deficientes físicos também não foram beneficiados com os ingressos da Categoria 4. Sobre eles, no Parágrafo 5º, o substitutivo diz apenas que “os entes federados e a Fifa poderão celebrar acordos para viabilizar o acesso e a venda de ingressos para pessoas portadoras de deficiência, considerada a existência de instalações adequadas e específicas nos locais oficiais de competição”.

A comprovação da condição de estudante, para a compra dos ingressos com desconto é obrigatória e se dará mediante a apresentação da Carteira de Identificação Estudantil, conforme modelo único nacionalmente padronizado pelas entidades nacionais estudantis, com certificação digital.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Samba da inclusão

Pacientes da AACD são destaque em ala da escola de samba Rosas de Ouro. 

Confira a reportagem veiculada no SBT Brasil.




Fonte: AACD - www.aacd.org.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Deficiente visual é aprovada em primeiro lugar no vestibular da UEG de Iporá



FONTE: Município de Iporá
Iporá-GO

Daniele Santos de Oliveira foi aprovada em 1º lugar no curso de Biologia. José Ferreira, também deficiente visual, foi aprovado em 6º no curso de História

da Redação
Superar barreiras diariamente parece ser a missão da maior parte dos portadores de deficiência física no Brasil. Mesmo assim, uma parte deles consegue vencer os obstáculos e conquistar seu espaço na sociedade.
Deliane Santos de Oliveira, 17 anos, e José Ferreira, de 46 anos, são dois personagens desta luta. Portadores de deficiência visual, eles conseguiram passar por todas as barreiras e realizarem um sonho comum, o de ingressarem no Ensino superior.
Santos de Oliveira foi aprovada em primeiro lugar no curso de Biologia na Universidade Estadual de Goiás em Iporá. Deliane cursou o ensino médio no Colégio Ariston Gomes da Silva e terminou o processo seletivo da UEG a frente de todos os 34 concorrentes as 18 vagas que a unidade de Iporá disponibilizou para o ano de 2012.
José Ferreira que cursou o ensino médio no do Centro Educacional de Jovens e Adultos (CEJA) Dom Bosco, foi aprovado em sexto lugar para o curso de História, também na UEG de Iporá.
Deliane e José Ferreira são exemplos de como a educação inclusiva pode contribuir para o crescimento intelectual e pessoal dos portadores de deficiências físicas. Mesmo diante de uma luta diária para vencer as adversidades impostas por suas condições, os dois estudantes se tornaram um exemplo para todos os amigos e diretoria dos colégios onde concluíram o terceiro ano do ensino médio.
Haverá a necessidade de uma reformulação nas estruturas e também dos métodos de ensino da Universidade que irá receber os dois mais novos universitários de Iporá, porém todas as providencias já foram tomadas e professores foram contratados para auxiliar a todo o momento os dois alunos.
Diante das Aprovações de Deliane e José Ferreira a Subsecretaria de Educação através da professora Wesilene Ferreira Leonel Siqueira que é representante da Rede de Apoio à Inclusão, divulgou uma carta parabenizando os dois futuros universitários por essa importante conquista. Conquista que não é vista de forma individual, mas sim de toda a sociedade, instituições de ensino e professores que acreditaram que é sim possível utilizar recursos educacionais para fazer com que a educação inclusiva seja realmente formadora de cidadãos.
Confira abaixo a carta divulgada pela Sub-Secretaria de Educação de Iporá:
A Subsecretaria Regional de Educação de Iporá parabeniza os alunos Deliane Santos de Oliveira e José Ferreira Santana por esta grande conquista.
Com a implantação do Programa de Educação para Diversidade numa Perspectiva Inclusiva em 1999, muitos desafios para consolidar a Educação Inclusiva são impostos ano após ano e com isso consequentemente os avanços chegam às Unidades Escolares. Um deles é fazer valer na prática o direito de pertencer e receber todos os recursos necessários para que a aprendizagem de nossos alunos com Necessidades Educacionais Especiais sejam de fato efetivadas. Nesse sentido, gostaríamos de parabenizar os alunos Deliane do Colégio Estadual Ariston Gomes da Silva e José Ferreira do Centro Educacional de Jovens e Adultos (CEJA) Dom Bosco, ambos com deficiência visual (cegos). Os quais também são atendidos pelo Centro de Atendimento Educacional Especializado de Iporá (CAEE).
Valorizando o mérito de serem aprovados no vestibular da Unidade Universitária de Iporá UnU - UEG, em 1º lugar no curso de Biologia (Daliane) e 6º lugar no curso de História (José) desejamos que seus exemplos sejam motivação tanto para nossos alunos como para os educadores no sentido de acreditar e fazer acontecer a inclusão.
É motivo de orgulho para todos os professores que trabalham na perspectiva de atender com qualidade a diversidade em sala de aula e buscam respeitar as especificidades desses alunos, por meio da interação em sala de aula, onde se propõem ser um elo direto entre o aluno e o conhecimento utilizando de instrumentos necessários para que a aprendizagem aconteça sem nenhum prejuízo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Inscrições abertas para Oficina de Dança Danceability

 




De 27 de fevereiro a 14 de março, o Núcleo Dança Aberta realiza as
inscrições para a segunda Oficina de Dança DanceAbility, que será realizada
gratuitamente de 03 de abril a 29 de maio, na Pulsarte, Alto de Pinheiros,
São Paulo. 


DanceAbility é um método de improvisação de movimento que promove
expressão artística e interação entre pessoas com e sem deficiência. Para
inscrições ou informações adicionais, acesse www.nucleodancaaberta.com ou
entre em contato pelo e-mail contato@nucleodancaaberta.com. Os dados de
inscrição também podem ser encaminhados por correio para o Núcleo Dança
Aberta, Rua Iucatan, 184 - Jardim América - São Paulo - SP, CEP 01439 040.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carta aberta a autoridades e sociedade em geral observa que pouco ou quase nenhum avanço há no campo da deficiência visual nas ações desenvolvidas no Estado e Município de São Paulo






Grupo virtual cidade para todos
Rede SACI
07/02/2012

Grupo virtual Cidade para Todos é composto por Pessoas com e sem Deficiência residentes no Estado de São Paulo

Grupo virtual Cidade para Todos
Carta Aberta 

Ao Governo do Estado de São Paulo
Att. Exmo. Governador Geraldo Alckmin
À Prefeitura do Município de São Paulo
Att. Exmo. Prefeito Gilberto Kassab

À Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Att.: Ilma. Secretária Linamara Battistella
À Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
Att.: Ilmo. Secretário Marcos Belizário
Ao Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Att. Exmo. Presidente Wanderley Marques de Assis
Ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Att. Exma. Presidente Sandra dos Santos Reis
À Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Att. Ilmos. Deputados Estaduais
À Câmara de Vereadores do Município de São Paulo
Att. Ilmos. Vereadores
À imprensa, aos veículos de comunicação em massa e à Sociedade em geral

“Pior cego é aquele que não quer enxergar” (dito popular)

Ilustríssimos senhores e senhoras autoridades públicas no Estado de São Paulo, somos um grupo composto por pessoas com deficiência visual não institucionalizado, familiares, amigos e simpatizantes do segmento (pessoas com e sem deficiência), residentes no Estado de São Paulo, que necessitam de providências e esperam que elas venham por parte dos gestores públicos de nosso Estado e Município, no sentido de proporcionar melhoria em nossa qualidade de vida em sociedade, consubstanciadas na inclusão definitiva nos diversos setores sociais, bem como a acessibilidade ampla, geral e irrestrita aos bens, produtos e serviços oferecidos a todos os cidadãos paulistas.
Quando pensamos em melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, constatamos que esses assuntos compõem as intenções das duas secretarias que foram implantadas no Estado de São Paulo, a SMPED - Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida em 2005 e a SEDPCD - Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência em 2008, ambas objetivando, por meio de atuação transversal, incluir as demandas do segmento de pessoas com deficiência em todas as ações promovidas por suas respectivas instancias de governo.
Não há dúvidas de que constatamos e parabenizamos a atuação das duas secretarias quando se trata da inclusão de pessoas com deficiências físico-motoras, aquelas que necessitam de transformações físicas e arquitetônicas nas cidades, No entanto, lamentamos observar que muito pouco ou quase nenhum avanço há no campo da deficiência visual, no sentido de não ser lembrada ou ser tratada de maneira reduzida, quando do planejamento das políticas governamentais voltadas especificamente ao segmento de pessoas com deficiência, muito menos quando da definição de políticas públicas para a sociedade como um todo.
Identificando melhor o exposto, citamos a seguir alguns exemplos que demonstram como as políticas de inclusão social e promoção da acessibilidade vêm sendo tratadas de maneira desigual por contemplar apenas uma parcela do segmento de pessoas com deficiência de nosso Estado e Município. Vale lembrar que, segundo os dois últimos censos do IBGE, a dificuldade de enxergar engloba quase metade do total de pessoas com deficiência no Brasil.

Rede Lucy Montoro: Excelente projeto da Secretaria Estadual, que oferece reabilitação de Primeiro Mundo às pessoas com deficiências físico-motoras. Por sua vez, as pessoas com deficiência visual continuam amargando nas filas intermináveis das instituições especiais quando necessitam de reabilitação, de orientação e mobilidade, entre outras capacitações.
Avenida Paulista: Excelente projeto da Secretaria Municipal, que implantou trajeto com piso tátil para orientação de cegos, mas que até hoje não teve instalado sequer um semáforo sonoro para que o usuário possa andar pelo trajeto sem correr o risco de ser atropelado nos diversos cruzamentos. Também não ocorreu a instalação de ramais que possam conduzir essas pessoas às estações de ônibus, de metrô ou para pontos de maior interesse público.

Programa “Via Rápida Emprego” : Com o objetivo de oferecer qualificação profissional para os cidadãos paulistas, anunciou a criação de mais de 130 tipos de cursos diferentes nas melhores escolas PÚBLICAS E PRIVADAS DO ESTADO, SENAC, SENAI, ETECs e FATECs. Porém, para as pessoas cegas foram ofertadas duas ou três opções segregadas em uma instituição especial para cegos, mostrando claramente que as escolas técnicas de altíssimo conceito do Governo Estadual ainda não admitem cegos em suas turmas.

Telecentros públicos: O Ministério Público Estadual, acolhendo denúncia impetrada por nosso grupo no início deste ano, está cobrando explicações sobre o flagrante descumprimento do Decreto 5.296/04 por parte do governo estadual em seu Programa Acessa São Paulo, Decreto este que determinou, há oito anos, percentual de computadores adaptados para cegos em todos os telecentros públicos, no mínimo um computador por telecentro. Denunciamos que esse Programa possui mais de 630 telecentros espalhados por todo o Estado e, destes, apenas dois possuem computadores adaptados para cegos. Quanto aos telecentros municipais, a questão também vem sendo averiguada pelo Ministério Público devido a mesma irregularidade.
Bibliotecas e centros culturais: Recente publicação da ONG Nossa São Paulo sobre as desigualdades na cidade apontou que, dos 96 distritos de São Paulo, 44 não contam com biblioteca pública e 59 não oferecem sequer um centro cultural. No entanto, para pessoas com deficiência visual, os números são ainda mais vergonhosos, pois das 117 bibliotecas municipais da cidade, apenas seis oferecem alguns parcos livros braile, se comparados aos livros convencionais, nenhum livro digital acessível, e dos poucos centros culturais, apenas um deles, o Vergueiro, oferece mínima acessibilidade para pessoas cegas.
Cegueira versus visão Monocular: Depois de aprovada com regime de urgência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a Lei 14.481/11 foi sancionada em tempo recorde pelo governador Geraldo Alckmin. A referida Lei igualou pessoas com visão monocular às pessoas cegas para efeito de cotas em concursos públicos e consequentemente para contratação em regime de cotas por empresas privadas. Como pode uma pessoa totalmente cega concorrer em pé de igualdade com uma pessoa com visão monocular em um concurso público levando em conta a facilidade do monocular em acessar fontes de estudos em comparação a pessoa cega? Qual empresário vai contratar uma pessoa cega em São Paulo, arcando com os custos das adaptações, se ele poderá contratar um monocular sem custo algum? Lembrando que nos dois últimos levantamentos feitos pela RAIS, 2009 e 2010, a empregabilidade das pessoas cegas ficou abaixo de 5% dentre todas as pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho.
Projetos de Lei encalhados: Por outro lado, continuamos aguardando a aprovação do PL 227/11 na Assembléia Legislativa do Estado, de autoria da deputada Célia Leão, que determina a disponibilização em formato digital acessível de toda publicação lançada por editoras no Estado de São Paulo. Continuamos aguardando a aprovação do PL 00014/11 na Câmara dos Vereadores, de autoria da ex-vereadora Mara Gabrili, que determina critérios de compras de livros em formatos acessíveis para as bibliotecas municipais. Caso aprovados e sancionados, esses Projetos de Lei beneficiarão milhares de pessoas cegas excluídas historicamente do mercado editorial. Contudo, não percebemos até o momento nenhum movimento por parte das duas Secretarias, no sentido de trabalharem a favor dessa aprovação junto ao Poder Legislativo ou Executivo.
Livros acessíveis no Estado: O Decreto 56.307/10, sancionado pelo Governador Alberto Goldman em outubro de 2010, instituiria em âmbito da administração pública estadual o “Programa de Acessibilidade Comunicacional”, obrigando que todo livro comprado ou editado pelo governo estadual desde aquela época tivesse disponibilizada sua respectiva cópia no formato digital acessível (DAISY), Para o acesso de pessoas cegas. No entanto, o Decreto permanece parado como letra morta até os dias atuais.
Teatro Municipal: Foi entregue em 2011 ao público paulistano o novo Teatro Municipal que após uma reforma de 32 meses e com custo aproximado de 28 milhões de Reais reservou quatro lugares para cadeirantes dentre os 1500 disponíveis, um percentual de 0,0027%, que já é uma vergonha. Porém, caso uma pessoa cega desejar acompanhar algum espetáculo, não poderá contar com o recurso da audiodescrição, pois não foram instalados cabine nem equipamentos necessários para tal. Muito menos foram instalados piso e sinalização táteis em parte alguma do teatro.
Biblioteca do Estado de São Paulo: Inaugurada há três anos no Parque da Juventude oferece tecnologia assistiva e acessibilidade para pessoas com todas as deficiências, inclusive para cegos. Um projeto bastante interessante, mas precisa melhorar. Na inauguração eram 30.000 livros convencionais contra 300 livros no formato áudio doados por uma instituição para cegos . Caso o governo não estabeleça critério de compra de livros acessíveis no mesmo percentual de compra de livros convencionais, essa gigantesca defasagem entre a leitura das pessoas cegas e das pessoas sem deficiência jamais será igualada. Salientando que os livros em formato áudio permitem a aprendizagem apenas da língua falada e não da língua escrita, propiciando erros ortográficos grosseiros, assim, precisamos de livros no formato de texto digital acessível e não apenas no formato áudio.

Escolas municipais e estaduais: Caso façamos um teste simples nessas escolas apontando e visitando aleatoriamente algumas delas, certamente iremos constatar itens de acessibilidade arquitetônica, alguma rampa, algum banheiro adaptado, algum laboratório com bancada rebaixada. No entanto, caso nossa busca seja por piso tátil, computadores com leitores de tela, bibliotecas ou salas de leitura com livros acessíveis, salas de apoio com tecnologia assistiva, semáforo sonoro para travessia em seu entorno, nossa busca será certamente um fracasso.
Transportes coletivos: Se observarmos o sistema de ônibus de nossa cidade, constataremos a presença ainda insuficiente de veículos adaptados com rampas elevatórias para cadeiras de rodas. No entanto, se uma pessoa cega quiser utilizar esse meio de transporte ficará esperando para sempre, pois não existe um veículo sequer adaptado com tecnologia assistiva, que já existe no mercado, que auxilie para a sua locomoção autônoma e independente.
Cães guia: Anuncia-se um projeto para criação de centro de treinamento para cães guia no Estado de São Paulo, que será certamente importante, no entanto, para beneficiar uma parcela pequena de pessoas cegas, pois a manutenção desses animais, como veterinário, medicamentos e alimentação, foge muito das condições financeiras da maioria das pessoas cegas brasileiras. Todavia, caso o projeto contemple também subsídios públicos para essas despesas, talvez o torne mais bem sucedido.
Contudo, para não sermos vistos como pessoas que apenas apontam os problemas sem pensar nas soluções, indicamos a seguir alguns bons exemplos, nacionais e internacionais, de políticas públicas que podem ser replicadas por se mostrarem objetivas, eficazes e ao que tudo indica soluções de baixo custo em relação ao benefício que proporcionam aos seus usuários.
Semáforos sonoros: Nas cidades de Madrid, Espanha, também em Nova Iorque, Rochester e Boston, Estados Unidos, presenciamos a existência de dispositivos agregados aos semáforos que emitem um som delicado de pássaros quando a travessia está liberada para pessoas cegas. Além de não incomodar as outras pessoas, o dispositivo mostra seu caráter universal ao auxiliar também as pessoas idosas que já não possuem uma acuidade visual suficiente para discernir as mudanças nas cores dos avisos luminosos.
Biblioteca acessível: Em Modena, na Itália, bibliotecas públicas oferecem postos de acessibilidade para cegos constituídos de computador com leitor de telas e “scanner” agregado que permite aos usuários a leitura de todos os livros constantes no acervo, transformando a biblioteca em um espaço que inclui todos de acordo com os princípios do desenho universal. Tudo fruto de uma inteligente parceria entre governo local e Rotary Internacional.
Ônibus acessível: Na cidade de Jaú, Interior de São Paulo, toda a frota de ônibus foi adaptada com tecnologia assistiva, dispositivo sonoro, que possibilita a utilização com autonomia e segurança por parte de pessoas cegas. Naquela cidade, portanto, as pessoas cegas são livres e independentes para exercerem seu direito de ir e vir a qualquer lugar utilizando-se do sistema de transporte coletivo sem o auxílio de terceiros.
Metrô acessível: O sistema metroviário de São Paulo oferece boas condições de acessibilidade às pessoas com deficiência visual, mas pode melhorar e muito, algo com o qual nosso grupo vem tentando colaborar. Podemos citá-lo como um bom projeto, mas que nasceu muito antes da existência das Secretarias voltadas ao nosso segmento.
Teatro acessível: No bairro do Morumbi em São Paulo o teatro da empresa Vivo celular oferece o recurso da audiodescrição e a tradução em LIBRAS em todos os espetáculos apresentados, mostrando como é fácil e simples transformar um equipamento cultural tão importante quanto o teatro em um serviço em desenho universal.
Enfim, acreditamos que os exemplos mencionados até aqui já sejam suficientes para demonstrarmos que a deficiência visual está longe de ser conhecida, compreendida e atendida pelo poder público, mesmo após oito anos de existência da Secretaria Municipal e quatro anos da Secretaria Estadual. As causas desse desconhecimento e de nossa invisibilidade aos olhos dos gestores públicos não sabemos, mas podemos sentir, cotidianamente, os efeitos desastrosos dessa falta de políticas públicas em toda sua plenitude: no transporte, no trabalho, na educação, na saúde, na reabilitação, na qualificação profissional, no lazer, no entretenimento e no acesso aos equipamentos culturais.
Por fim, gostaríamos de solicitar resposta por parte das Secretarias Estadual e Municipal mencionando projetos voltados às pessoas com deficiência visual, realizados até hoje e o planejamento para os próximos anos com metas e objetivos para os próximos anos. Inclusive será uma excelente oportunidade para que possamos discutir com os gestores públicos se essas políticas públicas já atenderam ou se elas espelham as reais demandas e expectativas de nosso segmento.
Agradecemos a atenção das autoridades e demais destinatários desta e ficamos no aguardo da repercussão de seu conteúdo.

Atenciosamente,

Grupo virtual cidade para todos.

Saudações
Sérgio Faria
sergio.r.faria@hotmail.com
skype: sergio.ramos.faria